
Santuário Senhor Bom Jesus do Bonfim
O templo que dá nome à cidade
Bonfim se chamava "Rocinha" antes. A propriedade rural de Manoel Teixeira Sobreira tinha uma capela, e foi dessa devoção que a cidade nasceu. Em 1839 o arraial foi elevado à vila. Em 7 de outubro de 1860 virou cidade. O nome que ficou foi o do santo padroeiro.
O que está dentro
O Santuário é obra do barroco mineiro no seu momento tardio, quando o rococó começava a entrar no vocabulário. Guarda peças em madeira dos séculos XVIII, XIX e XX: imagens, altares, alfaias, mobiliário.
Em 1997 o município tombou o conjunto arquitetônico e paisagístico do Santuário e da Praça da Matriz (Decreto 021 B). Em 1999 tombou também a imaginária, num decreto separado (003/1999). Entre as imagens protegidas por lei estão Nossa Senhora do Rosário, São José, Nossa Senhora do Carmo, São Miguel Arcanjo, São Francisco de Assis, São Sebastião, São Benedito e São Vicente de Paula.
Não é comum um município pequeno ter tombamento próprio. Aqui o Santuário foi reconhecido pela própria cidade antes mesmo do IPHAN entrar nesse tipo de conversa.
Quando enche
15 de agosto é o dia principal da Festa do Senhor do Bonfim, com procissões e novenas. É a data mais concorrida do ano: sai gente de Belo Horizonte, das cidades vizinhas, de fazendas afastadas. Fora dessa época o templo funciona no dia a dia da cidade, sem multidão, e é aí que dá pra entrar com calma.
Fontes: Arquidiocese de BH; ipatrimonio.org (Igreja Matriz e Santuário Senhor Bom Jesus do Bonfim, decretos municipais 021B/1997 e 003/1999); conhecaminas.com.